A precarização do trabalho das auxiliares de serviços de educação básica nas escolas estaduais de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.31994/rvs.v17i1.1036Keywords:
PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO., Auxiliar de Serviço Básico, Escola, Trabalho Estigmatizado.Abstract
Este estudo analisa como a predominância de contratos temporários entre Auxiliares de Serviços da Educação Básica (ASBs) das escolas estaduais de Minas Gerais reforça a precarização laboral. A pesquisa, de caráter documental e quantitativo, utiliza dados do Portal da Transparência de Minas Gerais (novembro e dezembro de 2024) para dimensionar vínculos, salários e direitos. As estatísticas descritivas revelam que 99,7 % dos 38.248 ASBs atuam sem estabilidade, progressão ou benefícios estatutários. A compressão salarial é acentuada: 90,26 % recebem até o piso da carreira (R$ 1.466,00) e apenas 0,12 % superam R$ 2.000,00. Esses resultados sugerem exploração econômica, informalidade jurídica e invisibilidade social. Conclui-se que a contratação temporária cria um ciclo estruturante de baixa renda e fragilidade de direitos, exigindo políticas de valorização e proteção para esse segmento. O artigo contribui à literatura ao oferecer evidências quantitativas sobre precarização entre trabalhadores de apoio escolar.
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